Se você tem um negócio no Simples Nacional e repassa parte do que recebe a um parceiro — um garçom, uma profissional autônoma, um empreiteiro — existe uma boa chance de estar pagando DAS sobre dinheiro que não é seu.
O split de pagamento resolve isso na origem. Em vez de receber o valor total e depois transferir a parte do parceiro, a divisão acontece antes do pagamento entrar na sua conta — e, portanto, antes de virar receita tributável para você.
Como funciona tecnicamente
Quando o cliente passa o cartão na maquininha, o sistema de adquirência já sabe que aquele pagamento de, digamos, R$ 1.000 deve ser dividido: R$ 600 para o estabelecimento e R$ 400 para o parceiro. Cada parte segue para a conta de destino respectiva.
Cada parte é separada antes de gerar imposto. Isso é tecnicamente possível porque a infraestrutura de adquirência (no caso da SplitTech, via Cappta) suporta múltiplos beneficiários por transação — algo regulado pelo Banco Central.
Por que isso importa para o Simples Nacional?
No Simples Nacional, o DAS é calculado sobre o faturamento bruto. Se você recebe R$ 100k/mês mas R$ 60k são repasses a parceiros, você deveria tributar R$ 40k — não R$ 100k. Sem split, você tributa o bruto e depois repassa. Com split, você tributa só o que é seu.
Não seja mais tributado pela receita do parceiro. O dinheiro que nunca foi seu não deveria gerar imposto para você.
Quem se beneficia?
- Restaurantes que repassam a gorjeta dos garçons (10% do faturamento)
- Clínicas de estética com profissionais parceiras (nail, lash, designer de sobrancelha)
- Clínicas veterinárias com veterinários autônomos
- Oficinas mecânicas que repassam o custo das peças
- Lojas de material de construção com empreiteiros terceirizados
- Consultórios odontológicos com protéticos e especialistas
- Petshops com groomers parceiros
Isso é legal?
Sim. O split de pagamento é prática padrão do mercado de adquirência, regulado pelo Banco Central. A SplitTech opera sobre infraestrutura Cappta (mais de 14 anos de mercado, mais de R$ 7 bilhões por ano processados). O parecer jurídico do escritório Barcellos Tucunduva valida a tese tributária.
O ponto central é simples: o dinheiro que pertence ao parceiro nunca foi seu. A divisão na origem apenas deixa os números espelharem a realidade econômica da operação.
Como simular a economia
Use o simulador na home de paguecomsplit.com.br: escolha seu segmento, informe o faturamento mensal e o percentual que vai para parceiros. O resultado mostra a economia estimada com base nas alíquotas reais do seu Anexo do Simples.